Um time que consegue galvanizar todos os segmentos sociais: povão, classe média e elite, incluindo os emergentes. O Leão Azul é o clube da Maioria do povo paraense. E, por isso mesmo, a eterna denominação de
Mais Querido - que ficou gravada no imaginário popular - reflete uma das realidades do nosso futebol, basicamente dividido entre duas bandeiras. A azul-marinho, porém, tem a preferência da maioria dos paraenses.
Fenômeno Azul - Uma mostra dessa paixão aconteceu em 2005, quando o Clube do Remo disputava a Série C nacional obteve a excelente média de 30 869 torcedores por jogo, superando equipes como Corinthians, Fortaleza e Flamengo, havendo jogos em que mais de 40 mil pessoas estavam presentes no Mangueirão. O apelido de Fenômeno Azul foi dado pelo repórter da Rádio Clube do Pará, Paulo Caxiado que faz a cobertura do dia-a-dia do Remo.
No jogo contra a equipe do Nacional no dia 16 de outubro de 2005, mais de 45.000 pessoas compareceram para assistir ao jogo. Tamanha grandiosidade supreendeu até o técnico do time adversário, o ex-jogador da Seleção Brasileira de Futebol Luís Carlos Winck que fez uma declaração emocionada sobre o Fenômeno Azul:
"É inacreditável. Isso aqui nem parece a Terceira Divisão. Parece público de Copa do Mundo!"
— Luís Carlos Winck |
O escudo oficial apresenta um formato curvilínea de cor azul-marinho, contornado por frisos brancos, tendo ao centro as letras C e R de cor branco, trazendo 6 estrelas, sendo 5 douradas que representam os cinco tricampeonato estadual conquistados na história do clube e uma prata em homenagem ao título nacional da Série C de 2005. Podendo ocorrer mudança nas estrelas aos campeonatos em que vier a conquistar.
A bandeira no esporte identifica e representa o clube pela qual os torcedores festejam. A bandeira do Clube do Remo foi criada pelos torcedores que acompanhavam as provas náuticas, sendo inclusa no Diário Oficial do Estado - Ano XV de nº 4049 como um retângulo azul marinho, que no centro apresentava uma âncora branca em sentido oblíquo, circulado por 13 estrelas da mesma cor.A bandeira atual do Leão é de forma retangular, na cor azul marinho, contendo no ângulo superior esquerdo o respectivo escudo.
Desde que surgiu, o Clube do Remo apresenta o azul-marinho e o branco como suas cores principais. Sendo assim os uniformes de todas as modalidades do clube adotaram de maneira predominante o azul-marinho com detalhes em branco. Aliás, o branco também é utilizado de forma predominante no segundo uniforme, que neste caso apresenta detalhes em azul-marinho.
No futebol o uniforme nº 1 é composto de camisa azul-marinho, calção e meias brancas, já o segundo uniforme apresenta camisa branca, calção e meias azuis. Entretanto o uniforme utilizado na primeira partida de futebol do clube era composto de camisa listrada horizontalmente em azul-marinho e branco, calção branco e meiões na cor azul-marinho.
O mascote do clube o "Leão" foi escolhido em 1944 quando o jornalista Edgar de Paiva Proença cita em sua coluna: "Como um verdadeiro Leão Azul de garras aduncas, o Clube do Remo foi a própria alma da cidade", se referindo ao time do coração após uma partida em que o Remo venceu a equipe do São Cristóvão pelo placar de 1x0 no dia 30 de janeiro.
Com a chegada do futebol no país os grandes clubes logo trataram de formar suas equipes profissionais e do amador. No dia 15 de agosto de 1917, o CLUBE DO REMO inaugurou o seu ESTÁDIO EVANDRO ALMEIDA conhecido como "BAENÃO" por ser localizado na Antônio Baena ou "TOCA DO LEÃO" por ter uma estátua em tamanho real de um Leão em cor Azul, localizado dentro do campo ao lado direito.
No dia 02 de setembro de 1917, leão inicia seus jogos no baenão, a primeira partida foi contra a equipe Panther no Campeonato Paraense, REMO vence por 3 a 1. Em 1926, conquista a primeira goleada imposta sobre o maior rival (Paysandu) com um placar de 7 a 0 no Campeonato Paraense. Era o inicio do esporte nas vitórias históricas do leão.
No dia 26 de maio de 1935, o clube reestruturou o seu estádio reformando a cobertura das cadeiras cativas com tela de alumínio trapezoidal e arquibancadas maiores para acomodar seus torcedores, os mesmos conhecidos como FENÔMENO AZUL, ONDA AZUL, AZULINOS ou REMISTAS. Entretanto, para a reinauguração do novo estádio, o Paysandu é convidado para um jogo amistoso contra o REMO, leão vence num placar de 5 a 4.
Em 1940, o estádio recebeu 6 torres cada uma com 4 refletores e a partir daí o Remo poderia oferecer aos torcedores jogos à noite, destacando que em 15 de agosto de 1962 o clube inaugura vestiário com túneis para as duas equipes e para árbitos. O REMO foi o primeiro clube a construir túnel no Estado do Pará. A estréia da nova toca do leão se deu pelo empate com o time do Ceará Sporting, 1 a 1 no jogo amistoso. Atualmente, o clube possui ainda 6 torres sendo que cada uma com 10 refletores.
No dia 4 de agosto de 1965, o Conselho Deliberativo (CONDEL) em uma sessão denomina oficialmente o ESTÁDIO EVANDRO ALMEIDA, em homenagem ao azulino falecido no dia 21 de maio de 1964, um dos maiores jogadores, ex-zagueiro que machucou a cabeça durante uma partida, no qual deu a vitória ao Leão com um gol de cabeça. Ao pendurar as chuteiras, passou a se dedicar mais ainda ao clube atuando na administração do clube de maneira abnegada, o que lhe rendeu o título de Benemérito Evandro de Melo Almeida.
Durante algumas gestões nos anos (1998, 1999, 2000, 2002, 2008) ocorreram várias reformas e no dia 07 de março de 2010, o REMO inaugura o placar eletrônico de 3 metros de altura por 10 metros de largura nas semifinais do primeiro turno do Campeonato Paraense tendo como adversário São Raimundo, empate de 2 a 2.